September 27, 2012

"Ciência é novo tema de concurso do Festival do Minuto"

Um momento de divulgação de algo interessante que está acontecendo. Recebemos por e-mail o seguinte:
"Festival do Minuto, um festival de vídeos permanente e online que acontece desde 1991.O Festival está com um concurso aberto com o tema Ciência.Para participar, basta fazer o cadastro no site e enviar um video de até um minuto sobre ciências. Os melhores videos concorrem a laptops."
Então, caros colegas que possuem recursos para fazer vídeos legais e querem concorrer a laptops, as inscrições estão abertas até o dia 27 de outubro.

Abaixo reproduzo o texto de divulgação completo e boa sorte a todos os participantes. Mas se você não quiser concorrer, mas se interessa por ciência, não deixe de conferir o site, tem uns vídeos legais lá. E também dá várias ideias ...

Huummm ! Acho que vou mandar um vídeo também... "a dança das bolhas", para quem não sabe, hoje eu lido muito com parte experimental, em geral, com bolhas e gotas em meio líquido, e tenho uma câmera de alta velocidade :) Ideias...:D

O link direto para o hotsite do concurso é: http://www.festivaldominuto.com.br/contests/258?locale=pt-BR
Ciência é novo tema de concurso do Festival do Minuto
 Participantes concorrem a seis laptops como prêmios
 O concurso tem apoio da FAPESP e as inscrições vão até o dia 27 de outubro

Ciência. É só pensar no termo que já vem à cabeça um laboratório, um rato para experiências e um cientista maluco de avental branco? Pois ciência é muito mais do que essa visão estereotipada, já que nos deparamos com ela nas mínimas coisas do dia a dia – da lâmpada elétrica ao telefone celular, do banho quente aos tratamentos de saúde, da conservação ambiental ao uso da internet. Por isso, o termo pode trazer inúmeras ideias para criar belos vídeos de um minuto. É no que aposta o novo concurso do Festival do Minuto. 
Mas, afinal, o que é ciência? Mesmo que sua definição seja bastante abrangente, podemos dizer que ciência é o resultado do esforço humano para aumentar o que se sabe sobre determinado assunto com base em um método científico, ou seja, na observação, no questionamento e no raciocínio lógico. É desse conhecimento que resultam boa parte das descobertas e das invenções. Em resumo, ciência também é resultado da nossa criatividade.
Por isso, para participar do festival, nada melhor do que deixar a imaginação fluir sobre qualquer ciência, seja ela exata, humana ou sobre a vida. Ciência da computação, engenharia, física, matemática, química, zootecnia, botânica, biologia, antropologia... E, como sempre, valem vídeos de 60 segundos em qualquer formato: filmes de animação, vídeos feitos com câmeras digitais, celular, ipad etc. O que vale, mais uma vez, é a criatividade. O concurso segue aberto a pessoas de todas as idades, com inscrições até o dia 27 de outubro.

FAPESP: 50 anos de apoio à pesquisa
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) é uma das mais importantes agências brasileiras de apoio à pesquisa científica. Criada em 1962, a FAPESP, ao longo dos seus 50 anos, concedeu cerca de 105 mil bolsas de pesquisa – da graduação ao pós-doutorado – e apoio a mais de 92 mil auxílios para pesquisadores do Estado de São Paulo. O apoio é dado a pesquisas em todas as áreas das ciências, bem como tecnologia, engenharia, artes e humanidades. A FAPESP também apoia pesquisas em áreas consideradas estratégicas para o País, por meio de programas em grandes temas, como biodiversidade, mudanças climáticas e bioenergia.
Para saber mais, acesse www.fapesp.br.

Sobre o Festival do Minuto
O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991, e propõe a produção de vídeos com até um minuto de duração. É, hoje, o maior festival de vídeos da América Latina e também o mais democrático, já que aceita contribuições de amadores e profissionais, indistintamente. A partir do evento brasileiro, o Festival do Minuto se espalhou para mais de 50 países, cada um com dinâmica e formato próprios. O acervo do Minuto inclui vídeos de inúmeros realizadores que hoje são conhecidos pela produção de longas-metragens, como os diretores Fernando Meirelles (Cidade de DeusO Jardineiro Fiel), Beto Brant (O Invasor, Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios) e Tata Amaral (Um Céu de EstrelasAntônia).
Para saber mais, acesse www.festivaldominuto.com.br.

September 20, 2012

Organizando a área de usuário do OpenFOAM


O diretório do usuário é aquele definido como (login do usuário)-(versão do OpenFOAM). Este diretório é bem importante mas, pelo que já conversei com outros usuários, muitas vezes não é utilizado ou é subutilizado pelos FOAMers, que deixam de lado algumas facilidades que o OpenFOAM oferece. Em todos os meus desenvolvimentos ou simulações, eu uso estritamente o diretório do usuário organizar todos os meus arquivos em uma única estrutura. Note que cada um pode organizar como achar melhor. O que eu vou colocar neste post é a minha ideia de organização dos arquivos e, sem dúvida, vocês podem comentar, discutir e discordar na área de comentários do Notas em CFD. Na verdade, será bom discutir isso pois novas ideias de organização sempre são úteis e produtivas. Mas chega de lero-lero e vamos ao que interessa!

No processo de instalação do OpenFOAM, uma das etapas é criar o diretório (login)-(versão), criar o diretório run e copiar o diretório de tutoriais do OpenFOAM para dentro deste último para testar se tudo está funcionando bem. Isso faz todo o sentido. Com este procedimento, você criou uma cópia dos tutoriais e manteve a versão intacta dentro da estrutura do OpenFOAM. Assim, se você estiver testando um tutorial, fizer alguma besteira e não souber mais como voltar ao estado original do caso, não tem problema pois você pode copiar os arquivos novamente. E isso é ótimo!

Pensando nisso, pode-se perceber que os arquivos originais de instalação do OpenFOAM devem sempre ser mantidos por segurança e garantia de funcionalidade do pacote CFD. Mas e se eu quiser desenvolver novas aplicações e funções, como solvers, bibliotecas, casos de simulação, etc? Não tem problema, mas recomendo que o faça na sua área de usuário e deixe a estrutura do OpenFOAM intacta. Ok, e como eu organizar os arquivos no diretório de usuário? Eu segui a mesma estrutura básica do OpenFOAM, como colocado na sequência.

(login)-(versão)
o   applications
§  bin
·      (versão do sistema)
§  solvers
§  utilities
§  test
o   lib
§  (versão do sistema)
o   src
o   run

O diretório applications contém todos os arquivos que são referentes aos códigos fonte do desenvolvimento de  novos solvers, utilitários ou testes iniciais de códigos ou mesmo aprendizado de coisas novas (ou antigas, mas que eu não sabia como funcionava :) ). Por fim, eu configuro para que todos os executáveis dos meus aplicativos sejam criados automaticamente no diretório bin/(versão do sistema) do usuário. Este último depende do sistema e características da compilação utilizada (linuxGccOpt, linux64GccDebug, etc) e deve ser criado automaticamente pelo OpenFOAM. Se você quiser mais detalhes sobre essa configuração, é só pedir nos comentários que eu escrevo um post sobre isso.

Sendo assim, o diretório src não contém nenhum código de aplicativos, mas de bibliotecas existentes do OpenFOAM que eu quero alterar ou criação de novas. Por exemplo, digamos que eu quero  modificar uma condição de contorno que já existe no OpenFOAM. Eu copio para este diretório apenas os arquivos do OpenFOAM necessários para a compilação e desenvolvimento da condição de contorno (contidos dentro de src/finiteVolume do OpenFOAM), sem alterar o código original e sua estrutura de diretórios. Nesta cópia, eu faço todo os desenvolvimento.

Como já desenvolvi ou testei bastante coisa no OpenFOAM, eu tenho uma estrutura do meu diretório src muito semelhante ao src do OpenFOAM. Note que, de modo semelhante aos aplicativos, eu configuro que todas as bibliotecas sejam construídas dentro de lib/(versão do sistema) no diretório do usuário.

O diretório run deve ser o mais comum a todos os usuários de OpenFOAM pois ele é criado seguindo os procedimentos de instalação do pacote CFD. E esse é o mais simples de explicar, pois é onde eu coloco todos os meus casos de simulação.

Como exemplo, segue uma figura com estrutura similar aos que eu uso no dia a dia. As marcações em verde são os principais diretórios e exemplos de solvers, bibliotecas, etc. A arquitetura da minha máquina atual é darwinIntel, 64 bits, compilado com otimização e precisão dupla.

Com essa configuração de pastas e arquivos, eu consigo realizar todo o meu desenvolvimento SEM ALTERAR a estrutura ou os arquivos originais do OpenFOAM. A vantagem disso é desenvolver os códigos sem inserir novos bugs ou erros no OpenFOAM em si. Isso pode ocorrer sem mesmo perceber... Quando eu comecei a usar o OpenFOAM, eu não tinha muito cuidado com isso e já "quebrei" a instalação algumas vezes sem saber. Acho que a principal mensagem deste post é: "organize-se logo no início para se acostumar a desenvolver seus códigos com segurança".

Espero que tenha ajudado! E você? Usa uma estrutura de arquivos similar? É diferente? Coloque seus comentários no blog!

Um abraço e até a próxima!